Carla Federal 1344

Uma voz de coragem por Santa Catarina e pelo Brasil

Em 2022, aceitei o desafio de colaborar com a campanha do presidente Lula como candidata a deputada federal. Na eleição daquele ano, o PT havia conquistado três vagas na Câmara Federal. Fui a terceira mais votada, conquistando quase 40 mil votos, mas por pouquíssimos votos não fui eleita. Por uma regra eleitoral, a terceira vaga do PT foi para um deputado bolsonarista.

Por ter ficado como primeira suplente, em 2024 assumi por quatro meses a vaga de deputada federal. Neste período, defendi as trabalhadoras, a regulação das bets e o fim do confisco de aposentadorias e pensões no serviço público, enfrentei a bancada bolsonarista, apresentei 24 projetos e trabalhei muito em busca de investimentos do governo Lula para Santa Catarina. Ainda naquele ano, fui reeleita como a vereadora mais votada da história do PT em Florianópolis. 

Esses últimos quatro anos nos mostraram que não podemos mais perder vagas na Câmara Federal, porque quem mais sofre com o dano provocado pela direita são os trabalhadores. Por isso, sou novamente candidata a deputada federal e peço seu apoio. Em 2022 faltou pouco, agora só falta o seu voto. Vote Carla Ayres 1344 para deputada federal.

13 lutas que vamos travar com você na Câmara Federal

1 — Direitos das mulheres e combate ao feminicídio

Santa Catarina tem registrado números alarmantes de violência contra as mulheres: somente no primeiro semestre de 2026 a taxa de feminicídios cresceu 36%, além de centenas de tentativas e milhares de medidas protetivas solicitadas. Precisamos superar uma política que atue apenas depois que a violência acontece e investir cada vez mais em prevenção, acolhimento e proteção, fortalecendo a rede de atendimento às vítimas, ampliando equipamentos especializados, promovendo educação para o respeito e implementando políticas de responsabilização e reeducação de homens autores de violência. Na Câmara Federal, vamos defender políticas nacionais que garantam às mulheres o direito fundamental de viver sem medo e sem violência.

2 — Democracia e enfrentamento ao bolsonarismo

Santa Catarina virou um laboratório para a extrema direita, com ampla disseminação de fake news, discursos de ódio, violência política e ataques às instituições democráticas. Defender a democracia significa proteger o direito de votar e ser votado, as instituições, a liberdade de expressão e os direitos conquistados pela população, enfrentando politicamente o bolsonarismo e qualquer projeto autoritário que tente transformar o ódio, a mentira e a violência em método de disputa. Precisamos mostrar para o Brasil que Santa Catarina tem uma história de luta e resistência, e não é bolsonarista, votando em quem tem compromisso com os trabalhadores e com a democracia.

3 — Fim da escala 6×1 sem redução de salário e fim do confisco de aposentadorias e pensões

Santa Catarina tem uma economia dinâmica e baixo desemprego, mas o crescimento econômico precisa se transformar também em qualidade de vida para quem trabalha, produz e sustenta o estado. Jornadas exaustivas, baixos salários e a precarização das relações de trabalho ainda fazem parte da realidade de muitos trabalhadores. Defendo o fim da escala 6×1, com redução da jornada sem redução salarial, o fortalecimento da economia solidária e das cooperativas, o incentivo aos pequenos empreendimentos populares e uma Previdência Social mais justa, incluindo o fim da contribuição previdenciária para aposentados e pensionistas do serviço público. Na Câmara Federal, vou lutar para que o trabalho seja fonte de dignidade, renda e qualidade de vida, e não de exploração e adoecimento.

4 — Cultura, memória e preservação do patrimônio histórico

Santa Catarina possui uma enorme diversidade cultural e um patrimônio histórico que conta a trajetória de seus povos e comunidades, mas artistas, produtores, grupos e espaços culturais ainda enfrentam dificuldades para acessar recursos e garantir continuidade às suas atividades. A cultura não é apenas entretenimento: gera trabalho e renda, movimenta a economia, preserva a memória e fortalece a identidade de cada território. Por isso, precisamos ampliar o financiamento público e descentralizar os investimentos para garantir políticas permanentes de preservação do patrimônio histórico. Na Câmara Federal, vou defender a cultura como direito e como política pública permanente, para fomentar a produção cultural em todas as regiões de Santa Catarina.

5 — Direitos humanos, migrantes e povos tradicionais

Santa Catarina é um estado marcado pela diversidade de povos e comunidades, mas ainda convive com violações de direitos, desigualdades e dificuldades de acesso a políticas públicas para populações em situação de vulnerabilidade, migrantes e povos tradicionais. Precisamos fortalecer as políticas de assistência social, acolhimento, acesso à documentação, moradia, trabalho e proteção contra todas as formas de discriminação, garantindo também o respeito aos modos de vida e aos territórios dos povos tradicionais. Enquanto deputada federal, vou defender uma política de direitos humanos que coloque a dignidade de todas as pessoas no centro das decisões públicas.

6 — Saúde pública, garantia do aborto legal e políticas de cuidado

O SUS é fundamental para garantir o direito à saúde, mas Santa Catarina ainda enfrenta desigualdades no acesso a consultas, exames e atendimentos especializados. Isso ocorre porque ao invés de melhorar e fortalecer os equipamentos públicos de saúde, o governo de Santa Catarina tem contratado empresas terceirizadas para prestar esses serviços. A saúde virou mercadoria. Mulheres, pessoas LGBTIAPN+ e pessoas idosas também possuem necessidades específicas que precisam ser contempladas por políticas de cuidado, prevenção e atendimento integral. Além disso, pessoas que gestam e que têm direito ao aborto legal, como mulheres e meninas vítimas de violência sexual, ainda enfrentam barreiras para acessar esse atendimento pelo SUS. Na Câmara Federal, vou lutar por mais recursos para a saúde pública e por uma rede de cuidado que esteja presente em todas as regiões de Santa Catarina.

7 — Acesso à cannabis para fins medicinais

Muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para acessar medicamentos à base de cannabis, mesmo diante das evidências científicas sobre sua utilização terapêutica em diferentes condições de saúde. O alto custo dos medicamentos, as dificuldades de acesso e a insegurança jurídica podem transformar um tratamento necessário em privilégio de quem consegue pagar. Enquanto deputada federal, vou lutar pela ampliação da oferta de medicamentos derivados da cannabis pelo SUS, estimular a pesquisa científica nacional e garantir segurança jurídica para pacientes, famílias e profissionais da saúde.

8 — Educação pública, cotas e permanência estudantil

Não basta abrir as portas da educação: é preciso garantir infraestrutura adequada, profissionais valorizados, políticas de cotas e condições para que estudantes de baixa renda possam concluir sua formação. Também precisamos proteger a liberdade de ensinar, pesquisar e produzir conhecimento sem censura ou perseguições ideológicas. Na Câmara Federal, vamos defender mais investimentos na educação pública, a valorização dos trabalhadores da educação, o fortalecimento das ações afirmativas e a ampliação das políticas nacionais de permanência estudantil.

9 — Justiça climática e proteção ambiental

Santa Catarina conhece cada vez mais o impacto das mudanças climáticas, com enchentes, deslizamentos, tornados, estiagens e outros eventos extremos que atingem nossa população. A resposta não pode acontecer somente depois da tragédia: precisamos investir em prevenção, planejamento e adaptação climática. Nossos municípios precisam de apoio na adoção de estratégias para minimizar os impactos dos fenômenos climáticos extremos, na recuperação de áreas degradadas e na proteção de ecossistemas como manguezais e restingas. Também é necessário criar mecanismos permanentes de apoio às famílias atingidas por desastres. Na Câmara Federal, vou lutar para que quem mais sofre com as mudanças do clima não seja também quem mais paga por elas.

10 — Combate ao racismo, à intolerância religiosa e à violência policial

O racismo ainda produz desigualdades profundas em Santa Catarina e no Brasil, enquanto comunidades quilombolas e religiões de matriz africana continuam enfrentando discriminação, intolerância religiosa e violência. Ao mesmo tempo, a violência policial e a desigualdade no acesso a direitos atingem de maneira desproporcional populações negras e periféricas, especialmente sua juventude. Precisamos fortalecer as políticas de igualdade racial, ampliar as ações afirmativas e garantir sua permanência estudantil, combater o racismo institucional, proteger comunidades tradicionais e assegurar a liberdade religiosa para todas as pessoas.

11 — Direito à cidade, Tarifa Zero e moradia digna

A mobilidade urbana e o acesso à moradia estão entre os principais desafios de Santa Catarina, especialmente em nosso litoral, onde milhares de pessoas perdem horas diariamente no trânsito e compromete parte significativa da renda com transporte e aluguel, num estado em que o déficit habitacional é estimado entre 190 mil e 220 mil moradias. O transporte público caro e sem integração limita o acesso ao trabalho, à educação e aos serviços de saúde, enquanto a valorização imobiliária expulsa famílias das regiões onde trabalham e vivem. Precisamos de uma política nacional que incentive a Tarifa Zero, fortaleça o transporte coletivo integrado entre os municípios, amplie corredores exclusivos e apoie políticas de habitação e ocupação urbana mais justas e sustentáveis.

12 — Garantia de direitos para a população LGBTI+

Os direitos conquistados pela população LGBTI+ não deveriam estar assegurados apenas por decisões judiciais que podem ser alteradas no futuro. Direitos fundamentais precisam estar protegidos por leis e políticas públicas permanentes. Por isso, é fundamental transformar conquistas já reconhecidas pela Justiça em legislação, além de fortalecer políticas de saúde, educação, empregabilidade e enfrentamento à violência e à discriminação. Na Câmara Federal, vou lutar para garantir cidadania plena, segurança jurídica e o direito de todas as pessoas viverem sua orientação sexual e identidade de gênero com liberdade, respeito e dignidade.

13 — Combate às bets e proteção das famílias

A expansão das apostas on-line transformou as bets em um problema de saúde pública e de proteção social, com impactos sobre o endividamento, a renda das famílias e a saúde mental de quem desenvolve comportamento compulsivo. A facilidade de acesso às plataformas e a publicidade agressiva, inclusive nas redes sociais, aumentam a exposição de jovens e adultos a um mercado que movimenta grandes volumes financeiros. Precisamos estabelecer regras mais rigorosas para as empresas, limitar a publicidade, responsabilizar as plataformas pelos danos provocados pela dependência e ampliar políticas de prevenção e tratamento.