Por que não fui eleita em 2022

Não deixe o PT perder uma vaga de deputada federal novamente

Você sabia que, em 2022, o PT de Santa Catarina fez três vagas na Câmara Federal, mas perdeu a terceira cadeira para um bolsonarista?
Isso aconteceu por causa do Quociente Eleitoral. Mas o que isso significa?
De forma bem resumida, funciona assim:
Cada vaga na Câmara Federal equivale a um número “X” de votos, que é calculado pelo total de eleitores no estado dividido pelo número de vagas na Câmara Federal. Esse é o Quociente Eleitoral.
Quando um partido ou federação alcança esse número “X”, conquista uma vaga.
Ao final da eleição, as vagas são distribuídas de acordo com o número de votos conquistados por cada partido ou federação — união de dois ou mais partidos. Feita essa distribuição, às vezes sobram cadeiras, porque nenhum outro partido alcançou votos suficientes para conquistar uma vaga pelo quociente.
Então, essas vagas restantes são distribuídas entre os partidos e federações que têm as maiores sobras de votos, ou seja, que mais se aproximaram de uma vaga cheia.
Por exemplo:
Imagine que há 5 cadeiras e o Quociente Eleitoral é 2.
O Partido A fez 5 votos e o Partido B fez 4 votos.
O Partido A alcançou o Quociente Eleitoral duas vezes e o Partido B também alcançou duas vezes.
Cada um recebe 2 cadeiras, mas ainda sobra uma vaga. Essa última cadeira é distribuída para o Partido A, que tinha uma sobra maior, por ter feito 5 votos. É assim que funciona a distribuição das sobras.
E foi aí que o PT de Santa Catarina perdeu uma cadeira para um bolsonarista em 2022.
Para ficar com uma vaga pela sobra, a candidata ou o candidato do partido precisa ter uma votação nominal mínima de 20% do Quociente Eleitoral. Se o partido não tiver nenhuma candidata ou candidato que alcance esse percentual, a vaga é redistribuída para o próximo partido que tenha uma candidatura que cumpra esse requisito.
E foi exatamente isso o que aconteceu com o PT de Santa Catarina em 2022.
Pedro Uczai, com 173.531 votos, e Ana Paula Lima, com 148.781 votos, foram respectivamente o primeiro e o segundo mais votados na Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV.
Carla Ayres foi a terceira mais votada da Federação, com 39.609 votos. Porém, faltaram poucos votos para que ela atingisse os 20% do Quociente Eleitoral de Santa Catarina.
Assim, embora a Federação tivesse votos suficientes para conquistar uma terceira cadeira pela sobra, Carla Ayres não atingiu a votação nominal mínima exigida pela regra e a vaga acabou sendo redistribuída para um deputado bolsonarista.
Naquele ano, o PT de Santa Catarina fez mais de 40 mil votos na legenda — pessoas que, na hora de votar para deputada ou deputado federal, digitaram apenas o número 13.
Esses votos ajudam o partido ou a federação a conquistar cadeiras, mas não são contabilizados como votos nominais de uma candidatura. Por isso, não ajudam uma candidata ou candidato específico a alcançar os 20% necessários para ocupar uma vaga conquistada pela sobra.
Se apenas 1/4 desses votos tivesse sido destinado à Carla Ayres, ela teria ultrapassado o percentual necessário e o PT poderia ter conquistado as três cadeiras. Seriam três deputadas e deputados federais do campo progressista representando Santa Catarina, fortalecendo também a base de apoio ao presidente Lula no Congresso Nacional.
É complexo, eu sei. A imensa maioria das pessoas não conhece essa regra, mas ela existe — e é preciso se apropriar dessas informações. 
Em 2026, cada voto conta.
Não podemos novamente perder uma cadeira para a extrema direita que todos os dias ataca os direitos dos trabalhadores, trai os interesses do Brasil e tenta sabotar o governo do presidente Lula.

Vote Carla Ayres 1344 para deputada federal e ajude a eleger uma bancada que defenda Santa Catarina e o Brasil.