Santa Catarina é um dos poucos estados sem uma Casa da Mulher Brasileira funcionando ou em construção.
Enquanto a maioria dos estados avança na proteção de suas cidadãs, nós seguimos sem esse equipamento essencial para acolher mulheres em situação de violência com dignidade, rapidez e cuidado.
Em um só lugar, a Casa oferece apoio psicológico, orientação jurídica, atendimento social, delegacia especializada, promotoria e acesso direto à justiça.
A proposta é simples e potente: evitar que a mulher precise percorrer vários lugares para conseguir ajuda, especialmente em um momento de extrema vulnerabilidade.
O cenário da violência contra a mulher em Santa Catarina em 2026
Os números mostram que essa é uma necessidade urgente. Só em 2025, Santa Catarina registrou 31.655 medidas protetivas e 52 feminicídios.
O início de 2026 mantém o estado em um patamar alarmante: nos dois primeiros meses do ano, já foram registrados 8 feminicídios e mais de 6 mil pedidos de proteção. Santa Catarina aparece tragicamente entre os três estados com mais casos de violência letal contra a mulher no país.
Por trás desses dados, estão vidas, histórias e famílias inteiras impactadas. Não dá mais para esperar. É preciso garantir estrutura para interromper o ciclo da violência antes que ele seja fatal.

Um programa nacional que já mostra resultados
Desde 2023, o Governo Federal retomou o programa Mulher Viver sem Violência, com o objetivo de construir 40 novas unidades da Casa da Mulher Brasileira até o final de 2026.
- No Brasil: Atualmente, cerca de 11 unidades já estão em pleno funcionamento (incluindo capitais como Campo Grande, Curitiba, Brasília, Salvador e São Luís).
- Em expansão: Cerca de 30 unidades estão em diferentes fases de implementação, obras ou licitação por todo o país. Somente em 2025, o investimento federal ultrapassou os R$ 47 milhões para garantir que esse suporte chegue a quem mais precisa.
O que falta para a Casa da Mulher Brasileira sair do papel?
Já existem condições concretas para que esse projeto saia do papel: há recursos do governo federal e a possibilidade de destinação de um terreno da União em Florianópolis para a construção da Casa da Mulher Brasileira, com atendimento para todo o estado.
O gargalo é político. O que falta, agora, é o compromisso do Governo do Estado de Santa Catarina em firmar a parceria necessária e garantir a implementação e manutenção dos serviços que funcionarão no local. Sem a contrapartida e a vontade política do estado, o recurso volta e as mulheres catarinenses continuam desamparadas.
Por isso, cobramos transparência e, principalmente, ação. É fundamental que o Estado assuma seu papel, viabilize a estrutura necessária e assegure o funcionamento pleno desse equipamento.
Santa Catarina precisa, com urgência, da Casa da Mulher Brasileira. Assine nosso abaixo-assinado e mostre que a vida das mulheres é prioridade!
