Desde que assumiu o mandato de vereadora, Carla Ayres fez da Assistência Social uma de suas principais pautas de trabalho. A parlamentar tem fiscalizado e cobrado melhorias em estruturas do município, como a Passarela da Cidadania e a Casa de Acolhimento para Mulheres Vítimas de Violência. Além disso, Carla também tem reivindicado a criação de um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no Rio Vermelho e a instalação do 5º Conselho Tutelar em Florianópolis — demanda que já resultou na condenação do Município de Florianópolis por parte do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Foram inúmeras as denúncias apresentadas pela parlamentar junto a instituições como o Ministério Público, a Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e o Conselho Nacional de Direitos Humanos.
A situação da assistência social no município é tão preocupante que Carla protocolou, ao lado dos vereadores Afrânio Boppré (PSOL), Bruno Ziliotto (PT), Ingrid Sateré Mawé (PSOL) e Leonel Camasão (PSOL), um pedido de CPI para investigar as denúncias de corrupção envolvendo os contratos da Secretaria de Assistência Social de Florianópolis e das Organizações da Sociedade Civil contratadas para gerir equipamentos municipais, como o Restaurante Popular e a Passarela da Cidadania.
Ao longo dos últimos anos, o valor pago mensalmente por pessoa acolhida na Passarela da Cidadania aumentou 441%, sem que houvesse uma melhoria significativa no atendimento. Além disso, uma série de escândalos de corrupção envolvendo as terceirizadas contratadas pela Secretaria de Assistência Social reforça a necessidade de uma ampla investigação sobre os contratos firmados. Investigações em andamento no Ministério Público de Contas demonstram que, há anos, gestores municipais têm feito vistas grossas a diversas irregularidades.
