O enfrentamento ao racismo estrutural é um dos eixos centrais da atuação política de Carla Ayres. Para o mandato, combater o racismo significa agir em várias frentes: na criação de leis, na defesa de políticas públicas, na reparação histórica, na preservação da memória negra e na denúncia das violências que atingem cotidianamente a população negra e periférica.
Essa atuação ganhou dimensão nacional com o Projeto de Lei 3351/2024, conhecido como Lei Sônia Maria de Jesus, protocolado por Carla Ayres quando deputada federal (saiba mais no tópico “Defesa das Trabalhadoras e Trabalhadores”).
No campo da reparação histórica e da preservação da memória negra em Florianópolis, o mandato destinou cerca de R$ 400 mil em emenda parlamentar para o restauro da antiga Escola Antonieta de Barros, onde funcionarão o Museu Antonieta de Barros e o Centro de Memória, Cultura e Arte Negra Catarinense. A iniciativa atende a uma reivindicação histórica dos movimentos negros e transforma um espaço simbólico da resistência negra em um centro permanente de memória, cultura e educação.
A valorização da produção intelectual e cultural negra também marcou a atuação do mandato com a realização de evento no Museu da Escola Catarinense em homenagem à imprensa negra catarinense e ao legado de Gustavo de Lacerda. Na ocasião, receberam a Medalha Antonieta de Barros Aldelice Braga e Bia Vargas. Também foram homenageados com diploma o ex-vereador Lino Peres, o artista Bruno Barbi, o Portal Desacato, a jornalista Amanda Santos e o historiador Fábio Garcia, reconhecendo o papel de pessoas e instituições no resgate da memória e na valorização da comunicação negra em Santa Catarina.
A agenda antirracista do mandato também se expressa na defesa pública e permanente das políticas de ação afirmativa. Carla Ayres tem participado de atos, manifestações e posicionamentos públicos em defesa das cotas raciais nas universidades e instituições de ensino de Santa Catarina, denunciando iniciativas que atacam essa política como tentativas de aprofundar desigualdades históricas e enfraquecer um instrumento fundamental de justiça social.
O enfrentamento ao racismo também passa pela denúncia da violência policial que atinge, de forma desproporcional, jovens negros e moradores das periferias de Florianópolis. O mandato tem apresentado pedidos de audiência pública, cobrado respostas institucionais e buscado abrir o debate na Câmara Municipal sobre denúncias recorrentes de violações de direitos humanos em comunidades da cidade, como no Monte Cristo, no Mocotó, e em outros territórios periféricos. Mesmo diante de resistências institucionais para que o tema seja debatido, a atuação tem sido constante na cobrança por transparência, responsabilização e políticas de proteção à vida da juventude negra.
Dessa forma, a atuação parlamentar no enfrentamento ao racismo articula a luta por memória, reparação histórica, políticas afirmativas e direitos humanos, compreendendo que combater o racismo é enfrentar as desigualdades produzidas historicamente e garantir dignidade, proteção e reconhecimento à população negra.
