A defesa da diversidade religiosa e o combate ao racismo religioso são eixos permanentes da atuação parlamentar de Carla Ayres. Em um país marcado pela herança da escravidão e pela criminalização histórica das religiões de matriz africana, afirmar o direito à fé, à cultura e à existência dessas comunidades é também enfrentar o racismo estrutural. O mandato atua de forma integrada no reconhecimento institucional dessas tradições, na criação de marcos legais e no apoio concreto às suas manifestações no espaço público.
Em 2023, a Câmara Municipal de Florianópolis realizou um grande expediente em homenagem às religiões de matriz africana, a partir de requerimento coletivo do qual Carla Ayres foi coautora. A sessão reuniu lideranças religiosas e reafirmou o papel do Estado laico na garantia da liberdade religiosa, destacando a diversidade das matrizes africanas, o sincretismo religioso e a centralidade do respeito para a convivência democrática.
Ainda em seu primeiro mandato, Carla Ayres foi autora do Projeto de Lei nº 18.190/2021, aprovado por unanimidade, que instituiu o dia 2 de fevereiro como o Dia Municipal de Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes. A lei reconhece o sincretismo religioso característico do litoral brasileiro e valoriza uma tradição profundamente enraizada na cultura da cidade, afirmando o papel das religiões de matriz africana na formação cultural de Florianópolis.
Na mesma perspectiva, foi aprovado por unanimidade o projeto que institui o dia 29 de outubro como Dia Municipal em Homenagem aos Quimbandeiros e Amigos do Zé Pilintra. A iniciativa reconhece a quimbanda como prática religiosa historicamente alvo de preconceito e intolerância, promovendo visibilidade, respeito e reparação simbólica por meio do calendário oficial do município.
Além da atuação legislativa, o mandato garantiu apoio direto aos festejos de Iemanjá em 2026, por meio de emendas parlamentares destinadas à estrutura das celebrações em três pontos da cidade. Os recursos viabilizaram tendas, banheiros e sistema de som, assegurando que os eventos ocorressem com dignidade, segurança e reconhecimento público, fortalecendo a diversidade religiosa e a preservação do patrimônio imaterial.
Essa agenda se completa com a participação do mandato no Grupo de Trabalho de Combate ao Racismo Religioso, contribuindo para a articulação de ações institucionais, iniciativas educativas e a formulação de políticas públicas voltadas à proteção das comunidades religiosas de matriz africana em Florianópolis.
