Para Carla Ayres, defender as trabalhadoras e os trabalhadores significa combater a precarização das relações de trabalho, fortalecer o serviço público, garantir direitos previdenciários e reconhecer formas de trabalho historicamente invisibilizadas. Essa defesa parte de uma compreensão fundamental: o trabalho sustenta a sociedade. São trabalhadoras e trabalhadores que garantem o funcionamento dos serviços públicos, produzem conhecimento, cuidam das pessoas, movimentam a economia e constroem diariamente o país. Por isso, proteger direitos trabalhistas é também defender uma sociedade mais justa, democrática e com mais dignidade.
Essa convicção orienta a atuação parlamentar de Carla Ayres em diferentes frentes, sempre com o compromisso de valorizar quem sustenta a vida e o funcionamento da cidade.
Defesa do Serviço Público
A defesa do serviço público é uma das marcas da sua trajetória. Valorizar servidoras e servidores públicos significa defender também os direitos da população, já que são esses trabalhadores que garantem o acesso à saúde, à educação, à assistência social e a tantos outros serviços essenciais. Em Florianópolis, o mandato esteve ao lado dos trabalhadores municipais diante de propostas que ameaçavam direitos conquistados, produzindo materiais informativos para explicar à população os impactos das reformas previdenciárias propostas pela Prefeitura. A defesa sempre foi por um serviço público fortalecido, com profissionais valorizados e condições adequadas de trabalho.
Essa luta também envolve denunciar situações em que a precarização atinge diretamente trabalhadores e usuários. Temos denunciado o sucateamento de escolas e creches municipais, problemas estruturais nas unidades de ensino, sobrecarga dos profissionais da educação e a falta de condições dignas para quem trabalha e para quem depende da rede pública. Quando os governos deixam de investir em estrutura, valorização profissional e condições adequadas de trabalho, quem sofre são os servidores, as crianças, as famílias e toda a comunidade. O mesmo vale para trabalhadores de serviços essenciais.
A defesa dos servidores públicos também se expressa em iniciativas legislativas de alcance nacional. Na Câmara Federal, Carla Ayres apresentou o projeto que institui o Estatuto da Proteção ao Servidor Público em processos administrativos disciplinares, conhecido como Lei Cancellier, que altera a Lei 8.112/1990 para garantir maior segurança jurídica e proteção aos servidores públicos federais diante de investigações e sindicâncias. A proposta reconhece que a administração pública não pode tratar seus trabalhadores com arbitrariedade, e que o direito ao contraditório e à ampla defesa deve ser assegurado em todas as etapas do processo.
Defesa da Previdência Pública
Ao lado da valorização do serviço público, a defesa da previdência pública também ocupa lugar central. A aposentadoria é uma conquista construída ao longo de uma vida inteira de trabalho e contribuição, e não pode ser tratada como privilégio. Na Câmara dos Deputados, durante os quatro meses de mandato, Carla Ayres articulou o debate sobre o fim da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas do serviço público, defendendo o apensamento da PEC 006/2024 à PEC 555/2006 e apresentando requerimento para realização de audiência pública sobre o tema. A parlamentar reuniu entidades representativas e abriu espaço para o diálogo com organizações nacionais de servidores aposentados e pensionistas, fortalecendo uma luta histórica contra o chamado confisco previdenciário.
Em 2026, essa mobilização seguiu. Carla entregou ao Governo Federal o ofício do Fórum dos Servidores Públicos Federais, construído junto às entidades representativas de aposentados e pensionistas de Santa Catarina, reforçando a necessidade de avançar na tramitação das propostas e garantir que quem dedicou uma vida inteira ao serviço público possa envelhecer com dignidade.
Redução da Jornada de Trabalho
Para além da garantia de direitos ao longo da vida, a atuação também se volta para a transformação da própria organização do trabalho. A redução da jornada sem redução salarial é uma dessas pautas. Carla Ayres participou da criação da Frente Parlamentar pela Redução da Jornada de Trabalho sem Redução Salarial na Câmara Municipal de Florianópolis, defendendo que trabalhadores tenham mais tempo para viver, cuidar da família, estudar e participar da sociedade. A luta pelo fim da escala 6×1 e por novas relações de trabalho parte de uma ideia simples: produtividade não pode significar adoecimento. Uma sociedade mais equilibrada precisa garantir tempo para além do trabalho.
Combate ao Trabalho Escravo e Valorização do Trabalho Doméstico
Essa perspectiva de dignidade no trabalho também se expressa no enfrentamento das formas mais graves de exploração. O trabalho doméstico no Brasil carrega uma história marcada por desigualdades profundas, especialmente para mulheres negras que, durante décadas, tiveram seus direitos negados. Por isso, Carla Ayres apresentou na Câmara Federal o Projeto de Lei 3351/2024, conhecido como Lei Sônia Maria de Jesus, que estabelece medidas de atendimento integral, ressocialização, reparação e apoio às trabalhadoras domésticas resgatadas de situações análogas à escravidão e vítimas de tráfico de pessoas. A proposta reafirma que combater o trabalho escravo contemporâneo não significa apenas retirar uma pessoa de uma situação de exploração, mas garantir condições reais para reconstruir sua vida com autonomia, proteção e dignidade. O projeto foi aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e na Comissão da Mulher, sob relatoria da deputada Benedita da Silva, é considerado prioridade pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e reúne mais de 1.500 assinaturas de apoio. Como vereadora, Carla entregou o abaixo-assinado à Secretaria de Relações Institucionais do Governo Federal para reforçar a prioridade de sua tramitação.
Reconhecimento dos Pesquisadores
O reconhecimento do trabalho, para Carla Ayres, também precisa alcançar aqueles que muitas vezes são invisibilizados. Pesquisadoras e pesquisadores também trabalham. A produção científica exige dedicação, formação e esforço, mas muitos bolsistas desenvolvem suas atividades sem acesso à proteção previdenciária e trabalhista. Por isso, o mandato promoveu a audiência pública “Pesquisador é Trabalhador”, levando ao Congresso Nacional o debate sobre o reconhecimento dos pesquisadores bolsistas como trabalhadores e sobre a necessidade de garantir direitos previdenciários para essas pessoas.
Dando seguimento a essa luta, a própria Carla Ayres apresentou o Projeto de Lei Complementar nº 160/2024, que estabelece a vinculação dos pesquisadores ao Regime Geral de Previdência Social. A proposta altera as Leis nº 8.212 e nº 8.213, de 1991, para dispor sobre os direitos previdenciários dos pesquisadores, garantindo que esses trabalhadores tenham acesso à proteção social. O projeto também prevê a criação do “Simples Acadêmico”, um regime unificado de pagamento de tributos e contribuições relacionados à concessão de bolsas de pesquisa. A proposta conecta a defesa da universidade pública, da ciência e dos direitos trabalhistas, reafirmando que o conhecimento é produzido por trabalhadores e trabalhadoras que merecem dignidade e reconhecimento.
Defender trabalhadoras e trabalhadores é defender uma sociedade onde ninguém precise escolher entre trabalhar e viver, entre cuidar e ter direitos, entre envelhecer com dignidade ou perder aquilo que construiu. Essa é uma luta permanente: por mais direitos, mais respeito e mais dignidade para todas as pessoas que constroem diariamente o nosso país.
